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10 Carros Esportivos Brasileiros que Deixaram Saudades

Com as especulações em torno de como será o futuro Gol GTI (e se ele realmente será lançado) decidimos relembrar alguns carros esportivos brasileiros em mais uma lista do Notícias Automotivas. Ela reúne 10 carros esportivos brasileiros escolhidos pelo desempenho e principalmente pelas modificações em relação às versões originais. Veja também nossa lista com carros esportivos antigos.

Um fato curioso é que a Ford, conhecida mundialmente por seus grandes esportivos como o Mustang, o GT40, o Escort RS Cosworth e recentemente o Focus RS, ficou de fora da lista por nunca ter feito um carro esportivo de verdade no Brasil. O Ford Ka XR, por exemplo, anda muito bem, mas não tem modificações extensas para que pudesse ser qualificado como esportivo. Na lista também constam somente carros esportivos brasileiros produzidos em série, o que excluiu o Lobini H1.

Aqui estão 10 verdadeiros carros esportivos que foram produzidos no Brasil. A lista não é qualitativa, mas sim escrita por ordem alfabética.

1. Honda Civic Si
O Honda Civic chegou ao Brasil em 1993, assim como o Golf, mas suas versões esportivas tinham alto desempenho, caso da VTi 1.6 de 160 cv. Em 1998 o Civic passou a ser fabricado no Brasil e virou um carro comportado e familiar. Em 2007 a Honda decidiu produzir o Civic Si, aproveitando a sugerida esportividade do motor 1.8 de 140 cv do “New Civic”.
O Si é um verdadeiro carro esportivo brasileiro, pois usa um exclusivo motor de 2 litros com duplo comando variável, de 192 cv e câmbio de seis marchas. De acordo com a Honda do Brasil, o conjunto leva o carro a 232 km/h e o faz acelerar de zero a 100 km/h em 7,9s. As rodas de 17 polegadas também são exclusivas da versão, assim como os bancos em camurça, iluminação do painel, direção elétrica e o aerofólio na tampa do porta-malas. Atualmente o Civic Si é o mais potente esportivo brasileiro e segue sem concorrentes.

2. Corsa GSi
No Salão do Automóvel de 1994, o Brasil conhecia o Corsa GSi. Com motor Ecotec 1.6 16v importado da Hungria, o GSi se tornava um carro esportivo brasileiro, alcançando 192 km/h de velocidade máxima e acelerando até 100 km/h em 9,8s. O conjunto mecânico foi totalmente adequado para receber o motor mais potente, com suspensão mais rígida, câmbio com relações mais curtas, discos ventilados na dianteira e ABS de série. O Corsa GSi foi produzido até 1996 e foi o último dos verdadeiros esportivos da Chevrolet.

3. Gol GT
O Gol GT foi o primeiro carro esportivo nacional a acelerar de zero a 100 em menos de 10 segundos. Com motor 1.8 do Passat e comando de válvulas do Golf GTi, rendia 99 cv, atingindo 180 km/h de velocidade máxima. Além disso, o visual também era diferenciado, com adesivo GT no vidro traseiro, rodas de liga leve e faróis de milha. Por dentro vinha com exclusivos bancos Recaro, um relógio com cronômetro e volante de quatro raios.

4. Gol GTI
Em 1995 o Gol “bola” recebia a versão esportiva GTI com duas motorizações, ambas com o bloco de 2 litros mas com cabeçotes diferentes. O verdadeiro esportivo da família era o GTI com o cabeçote de 16v, com motor de 141cv e velocidade máxima de 206 km/h. O carro também tinha bancos esportivos da Recaro com a opção de revestimento em couro de duas cores. Com a reestilização de 2000, perdeu o charme esportivo do modelo original.

5. Golf GTI
O Golf GTI chegou ao Brasil ainda importado, em 1993. Em 1999 o Golf passou a ser produzido no Brasil, na mesma fábrica onde era produzido o Audi A3, com quem compartilhava a plataforma e motor. Nesse mesmo ano foi lançada a versão GTI nacional com motor 1.8 turbo de 150 cv. Em 2007 o Golf GTI passou a desenvolver 193cv de potência máxima, alcançando 231 km/h de velocidade máxima. O Golf GTI saiu de linha no começo de 2009 devido à baixa demanda e não deixou um substituto à altura.

6. Marea Turbo
Dois anos depois do fim do Tempra Turbo, seu sucessor chegava às ruas. Era o Marea Turbo, oferecido somente com quatro portas, mas com um motor 2 litros de 5 cilindros com 20 válvulas vindo do italiano Fiat Coupé. A potência era de 182 cv, chegando a 223 km/h de velocidade máxima e acelerando até 100 km/h em 7,9 segundos. O Marea Turbo era um esportivo discreto, mas sua versão esportiva foi desejada pelos fãs de esportivos e durou até 2007, quando a Fiat decidiu manter somente a motorização 1.6, assumindo o fim da trajetória do modelo.

7. Punto T-Jet
Foi em 2009 que o Punto T-Jet chegou às lojas. O T-Jet é basicamente uma versão quatro portas do Abarth, com aplique no painel da mesma cor do veículo, apliques plásticos no para-lamas e rodas e para-choques exclusivos da versão. O Punto T-Jet tornou-se o aguardado sucessor do Uno Turbo, uma espera de 13 anos que valeu a pena, pois o desempenho do compacto condiz com os modelos similares europeus e ainda não tem concorrentes no Brasil.

8. Tempra Turbo
Foi em 1995 que a fabricante italiana apresentou o Tempra Turbo, um esportivo de origem italiana com 165 cv, capaz de atingir 212 km/h de velocidade máxima. O Tempra Turbo foi oferecido somente com duas portas, como um legítimo esportivo deve ser. Também tinha molas e amortecedores especiais, cambagem negativa na frente, rodas de liga leve de 14 polegadas e aerofólio na tampa traseira. Apesar do sucesso, em 1997 a Fiat substituiu o modelo pela linha Stile, que restringia a esportividade ao desempenho do modelo.

9. Uno Turbo i.e.
O primeiro carro brasileiro a sair da fábrica equipado com turbocompressor tinha 118 cv e torque de 17,5 kgfm extraídos de um motor de 1,4 litro. O Uno Turbo i.e. trazia para-choques e rodas esportivas, usava cubos e freios de Tempra e por dentro tinha bancos envolventes, volante de três raios de diâmetro reduzido em relação ao original e instrumentos como manômetros de óleo e turbo além do termômetro de óleo. Com isso o pequeno esportivo da Fiat atingia 195 km/h de velocidade máxima.

10. Vectra GSi
O último da lista é o Vectra GSi, com motor 2.0 e cabeçote especial com 16 válvulas, o esportivo tinha 150cv e um desempenho surpreendente, alcançando 215 km/h de velocidade máxima. O GSi era produzido até 1996, ano de lançamento da nova geração que, infelizmente, não trouxe um esportivo.