
Na última segunda-feira (23), a corte federal da Alemanha em Karlsruhe decidiu não acatar a solicitação da ONG Deutsche Umwelthilfe (DUH), que buscava impedir a comercialização de veículos a combustão fabricados pela BMW e pela Mercedes-Benz a partir de 2030. O processo, que se arrastava desde 2021, havia sido anteriormente favorável às montadoras em instâncias inferiores. A DUH argumentou que ambas as empresas ultrapassaram limites de emissões de poluentes, estabelecendo um orçamento de carbono que, segundo eles, não estaria sendo respeitado. Entretanto, a corte reafirmou que não existe uma cota individual de emissões para cada montadora, oferecendo um respaldo legal às operações das fabricantes na Alemanha. A BMW expressou que esta decisão traz segurança jurídica, enquanto a Daimler, responsável pela Mercedes, desmereceu os argumentos da ONG. A discussão gira em torno da necessidade de um compromisso formal das montadoras, em conformidade com os dados do IPCC, que indicam que as metas atuais de redução de emissões não são suficientes para conter o aumento da temperatura global.