
O governo federal recebeu uma resposta favorável de um número expressivo de estados à proposta elaborada para controlar o aumento dos preços do diesel, impulsionado pelo conflito no Oriente Médio. O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron, destacou que o auxílio de R$ 1,20 por litro de diesel importado, a ser compartilhado entre a União e os estados até o fim de maio, obteve o apoio de governadores, embora ele não tenha revelado quais estados confirmaram a adesão.
Durante uma reunião em São Paulo com membros do Comitê Nacional de Secretários de Fazenda (Comsefaz) e do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), Ceron enfatizou a urgência da medida diante dos impactos da alta do petróleo na economia. A proposta visa não apenas ajudar os caminhoneiros e o setor rural, mas também mitigar os efeitos da alta de preços sobre a população em geral. Os estados têm até a próxima segunda-feira para formalizar suas posições sobre a iniciativa.
Ceron lembrou que o Brasil importa aproximadamente 30% do diesel que consome, e a continuidade da proposta busca evitar problemas logísticos relacionados a essa importação. Outro ponto abordado foi a resistência de alguns estados em relação à redução do ICMS sobre a importação do combustível, uma medida inicialmente proposta que foi rejeitada por temores de prejuízo nas receitas destinadas a serviços públicos.
Além disso, a Polícia Federal lançou nesta sexta-feira uma operação denominada “Vem Diesel” em 11 estados e no Distrito Federal para investigar possíveis preços abusivos de combustíveis, após a constatação de aumento significativo das margens de lucro de distribuidoras e postos de combustível. O objetivo é combater práticas que possam lesar o consumidor e garantir maior transparência no setor, enquanto o governo busca soluções para estabilizar os preços diante da crise internacional.