
Em meio à crescente crise energética mundial desencadeada pela guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã, o Brasil se destaca por sua capacidade de utilizar biocombustíveis como uma estratégia eficaz. Em um artigo recente, a revista britânica The Economist elogiou o país, afirmando que ele está mais preparado para enfrentar os choques do petróleo devido ao seu investimento contínuo nessa área. A guerra, que começou em fevereiro, gerou uma alta significativa nos preços do petróleo, com o barril ultrapassando US$ 110. Porém, o Brasil se beneficia de uma política energética que inclui a mistura obrigatória de biocombustíveis, um modelo que começou a ser estruturado nos anos 1970 após outra crise do petróleo. Com três quartos de sua frota leve preparada para operar com diferentes misturas, o país reduz sua dependência de combustíveis fósseis importados. A avaliação é que, enquanto outras economias sofrem com aumentos de preços agressivos, o Brasil consegue atenuar os impactos dessa crise, atraindo o interesse de nações como Índia e Japão que estudam replicar seu modelo.