
O Salão do Automóvel de Pequim destaca-se pela sua grandiosidade, ocupando uma área de 380 mil metros quadrados, quase seis vezes maior que a do Salão de São Paulo. Com 1.451 veículos expostos e 181 lançamentos, o evento atraiu cerca de 890 mil visitantes, muitos dos quais se dedicaram a transmissões ao vivo, uma prática comum na China.
Os estandes foram repletos de conteúdos interativos, onde apresentadores utilizavam celulares para transmitir novidades, enquanto o acesso à internet apresentava desafios para visitantes estrangeiros devido ao rigoroso Grande Firewall, que bloqueia plataformas como Facebook e Google. As transmissões, populares nas redes sociais chinesas, ocorreram sem que os celulares estivessem conectados ao Wi-Fi, aproveitando a rede móvel de alta qualidade local.
Apesar das tentativas de inclusão, a barreira idiomática se fez presente, tornando difícil a comunicação em um evento repleto de oportunidades. As traduções eram necessárias para interagir com atendentes e participar de coletivas, que geralmente ocorriam em chinês.
Embora alguns robôs tenham sido apresentados, eles estavam mais voltados para o marketing do que como inovações reais das marcas. O Grupo Chery, por exemplo, trouxe um robô humanoide e um robô em forma de cão, ambos comercializados na China, em contraste com a escassez de robôs funcionando nas montadoras.
Em suma, o Salão do Automóvel de Pequim não apenas revelou inovações automotivas, mas também expôs as complexidades de comunicação e tecnologia em um dos maiores mercados do mundo.