
O preço dos veículos novos mais acessíveis hoje gira em torno de R$ 80 mil, o que leva muitos consumidores a questionarem se vale mais a pena adquirir um modelo 0 km com itens básicos ou um usado bem equipado. Em um recente episódio do podcast Guia g1, o especialista Murilo Briganti, da Bright Consulting, destaca que a decisão deve levar em conta o perfil do comprador e três aspectos cruciais: procedência, conservação e custo total do veículo.
A procedência envolve investigar o histórico do carro, incluindo número de proprietários, registros de acidentes e a regularidade da documentação. Murilo alerta que opções mais baratas podem resultar em despesas inesperadas devido a pendências documentais.
Já a conservação e o custo total são determinantes na escolha. Um veículo 0 km básico garante segurança, com manutenção programada e menos probabilidades de problemas técnicos. Em contrapartida, um modelo usado pode demandar revisões e substituições de peças, além de um seguro potencialmente mais caro. Para uma análise precisa, o especialista sugere projetar os custos de 2 a 3 anos, somando o preço de aquisição a gastos com combustível, IPVA, seguros e manutenção.
Existem também sinais que podem indicar um mau negócio, como histórico de proprietários confuso, quilometragem incompatível e resistência do vendedor em fornecer documentos. Murilo recomenda que quem não possui conhecimento técnico prefira comprar em revendas e concessionárias que oferecem garantias. No final, a escolha deve ser pautada pelas necessidades financeiras e pelo momento de vida do comprador, optando por um 0 km se a previsão e tranquilidade forem prioridades ou por um usado se o foco for conforto, desde que a procedência e a conservação sejam validadas.