
A Noruega, próxima adversária do Brasil na Copa do Mundo de 2026, é reconhecida por suas iniciativas inovadoras em energia limpa, embora também mantenha uma economia fortemente dependente do petróleo e gás. Com um dos maiores setores petrolíferos do mundo, o país se distingue como principal fornecedor de gás para a União Europeia, respondendo por 31% das importações do bloco em 2025.
A estratégia norueguesa busca conciliar a produção de combustíveis fósseis com metas climáticas ambiciosas, defendendo que a continuidade da exploração dos recursos naturais é compatível com a redução das emissões. O governo locais sustenta que a substituição de usinas a carvão por usinas a gás pode gerar benefícios ambientais, já que o gás serve como um complemento confiável às energias renováveis.
Apesar das vitórias, a gestão da riqueza petrolífera também levanta desafios. O Fundo Monetário Internacional alerta que a abundância de recursos naturais pode desviar a atenção de reformas essenciais e inibir o crescimento em setores diversificados. Para equilibrar esta dinâmica, a Noruega criou o Government Pension Fund Global, um fundo soberano que investe as receitas do petróleo e gás em ativos financeiros, visando garantir estabilidade econômica e promover a transição energética. Além disso, o país é líder na adoção de veículos elétricos, com metas claras para reduzir emissões de gases e um sistema elétrico que utiliza 89% de hidrelétricas, favorecendo assim a eletrificação e a proteção do meio ambiente.