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A importância e funcionamento dos amortecedores nos carros

Muito se fala por aí sobre o amortecedor, aquela peça importante da suspensão de nossos carros, que amortece os impactos e as oscilações da carroceria. O amortecedor controla a movimentação das molas da suspensão e mantém os pneus em contato permanente com o solo, proporcionando estabilidade e boa dirigibilidade.

Passar por lombadas ou valetas com o veículo na diagonal pode gerar forças laterais na movimentação dos componentes da suspensão e do amortecedor, ocasionando folgas excessivas, ruídos, empenamentos e até mesmo o travamento total deles. Trocar apenas um dos amortecedores de cada par (dianteiro ou traseiro) pode desequilibrar o veículo, prejudicando a dirigibilidade.

O ideal é substituir os quatro amortecedores em conjunto ou, ao menos, os pares em cada eixo. O prazo indicado para a verificação do equipamento varia de acordo com as condições de uso do automóvel. Amortecedores ineficientes aumentam sensivelmente a distância de frenagem do veículo.

Peças recondicionadas podem não ser eficientes, portanto, é recomendado optar por marcas conceituadas no mercado e desconfiar de preços muito baixos. Amortecedores ineficientes não garantem o contato permanente entre o pneu e o solo, permitindo a formação de uma camada de água entre eles que interfere na segurança do veículo.

Carros com amortecedores com 50% de desgaste podem começar a aquaplanar a uma velocidade de 109 km/h, enquanto um automóvel com amortecedores novos aquaplanou apenas após os 125 km/h. Amortecedores em más condições comprometem a dirigibilidade e provocam balanços e trepidações excessivas, tornando as manobras mais difíceis. Um amortecedor com 50% de desgaste pode aumentar em 26% o cansaço do motorista, aumentando consideravelmente o risco de acidentes.

O balanço excessivo causado por amortecedores ineficientes produzem oscilações no feixe de luz dos faróis, atrapalhando os motoristas que trafegam no sentido oposto, o que pode causar graves acidentes. O amortecedor foi criado em 1926 por August F. Meyer, fundador da Monroe, empresa que respondeu às perguntas dessa matéria.

Inicialmente, o sistema para controlar o movimento das molas do veículo era feito por meio mecânico, utilizando-se uma cinta para criar um efeito retardador. Logo esse dispositivo foi melhorado ao passar para um sistema hidráulico, que controla todo o movimento das molas em sua plena extensão.

Com o passar dos anos, os amortecedores evoluíram, incluindo sistemas de dupla ou tripla ação, bem como os chamados à gás ou pressurizados. Alguns amortecedores chegaram a utilizar bico de pressão para a calibração de sua rigidez, quando o veículo necessitava de um conjunto mais duro na traseira em virtude de uma carga extra.

Atualmente, os amortecedores adaptativos atuam em parceria com motor, câmbio, direção, freios, oscilação da carroceria, entre outros, deixando-os mais macios ou duros, dependendo da escolha do motorista. A Citroën desenvolveu os Progressive Hybraulic Cushions, amortecedores que agem em três estágios através da distribuição de fluído hidráulicos em níveis de maior ou menor compressão. Esses amortecedores tornam o movimento da carroceria e da suspensão mais neutros em relação aos amortecedores comuns e começaram a ser usados no C4 Cactus.

Um amortecedor é composto de tubos que encaixam um dentro do outro, suportes e fixadores externos ligados às duas partes do veículo. Há diferentes tipos de amortecedores, mas todos atuam com o princípio da hidráulica, onde o fluído é transportado de uma câmara inferior para uma superior e nos espaços vazios, geralmente são inseridos ar comprimido ou gás de nitrogênio no sistema pressurizado. O fluído passa pelo pistão e pela válvula de base, que controla sua passagem de acordo com a pressão recebida mecanicamente.

Quando o amortecedor é distendido, o fluído hidráulico é forçado a descer com muita pressão, impedindo que o veículo salte com a ação de retorno das molas após o impacto. Quando o batente é comprimido, o óleo na parte inferior é pressionado à subir, mas a resistência em passar pela válvula do pistão faz com que o movimento geral seja amortecido. Dessa forma, a peça garante não só a segurança como também o conforto de todos os ocupantes do veículo.