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Álcool adulterado: o que você precisa saber

Muitas vezes ouvimos falar sobre a adulteração de gasolina, mas e o álcool? A verdade é que o álcool também pode ser adulterado, e essa prática pode ser tão prejudicial ao motor do seu carro quanto a gasolina adulterada.

Existem dois principais métodos de adulteração do álcool. O primeiro deles é a adição de água ao álcool hidratado, ultrapassando o limite estabelecido por lei. Apesar de ser visualmente imperceptível, essa adulteração pode prejudicar o rendimento e o consumo do veículo devido à maior quantidade de água.

O segundo método envolve a adição de água ao álcool anidro, o mesmo utilizado na mistura obrigatória da gasolina. O álcool anidro é corado com um corante laranja para dificultar adulterações, e por isso o álcool combustível deve ser incolor.

Mas como evitar cair nessa armadilha? Ao abastecer em um posto e notar algo estranho, é possível exigir a realização do teste de qualidade do combustível no local. Conforme a Resolução ANP 248 art.8º, os postos são obrigados por lei a realizar essa análise sempre que solicitado, e em caso de recusa, o consumidor pode informar à Agência Nacional do Petróleo (ANP).

Além disso, é recomendado abastecer sempre nos postos de confiança, exigir nota fiscal do abastecimento e verificar o consumo no trajeto diário, pois um consumo subitamente elevado pode indicar um problema com o combustível adulterado. A longo prazo, o uso contínuo de combustível adulterado pode reduzir a vida útil do motor e gerar outros problemas.

No Estado de São Paulo, a Secretaria da Fazenda mantém uma relação atualizada na internet dos postos flagrados com combustível adulterado. É importante que, como consumidores, tomemos medidas para combater esse problema e proteger nossos veículos.

E você, já teve problemas com combustível adulterado? Compartilhe sua experiência e os eventuais danos causados ao motor do seu carro.