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Álcool adulterado: um problema tão prejudicial quanto a gasolina adulterada

A adulteração de álcool combustível é uma prática prejudicial e, infelizmente, tão comum quanto a adulteração de gasolina. Existem dois métodos principais de adulteração do álcool. O primeiro é a adição de mais água ao álcool hidratado, ultrapassando o limite permitido por lei. Apesar de ser visualmente imperceptível, essa prática afeta o rendimento e o consumo do veículo de maneira negativa. O segundo método consiste em adicionar água ao álcool anidro, o mesmo utilizado na mistura obrigatória da gasolina. Atualmente, o álcool anidro possui um corante laranja para dificultar essa adulteração, sendo que o álcool combustível deve ser incolor.
Para evitar cair nessa armadilha, os consumidores podem fiscalizar a qualidade do combustível nos postos. Ao abastecer e perceber algo suspeito, é possível exigir a realização do teste de qualidade do combustível no local, visto que os postos são obrigados por lei a realizar essa análise sempre que solicitado. Caso haja recusa por parte do posto, o consumidor pode informar à Agência Nacional do Petróleo (ANP) o ocorrido. Além disso, é recomendado abastecer nos postos de confiança, exigir nota fiscal do abastecimento e ficar atento ao consumo de combustível, pois um consumo elevado pode indicar problemas. O uso contínuo de álcool adulterado pode reduzir a vida útil do motor e causar danos.
Vale ressaltar que no Estado de São Paulo, a Secretaria da Fazenda mantém uma lista atualizada na internet com os postos flagrados com combustível adulterado. E para os consumidores que já sofreram com álcool adulterado, é importante saber se houve apenas uma piora no consumo ou se ocorreram danos maiores ao motor, a fim de conscientizar outros motoristas sobre os riscos dessa prática e buscar soluções para minimizar o problema.