Uncategorized

Amortecedores: Mitos e Verdades sobre essa Peça Crucial para a Suspensão do Carro

Muito se fala por aí sobre o amortecedor, aquela peça importante da suspensão de nossos carros, que amortece os impactos e as oscilações da carroceria. O amortecedor controla a movimentação das molas da suspensão e mantém os pneus em contato permanente com o solo, proporcionando estabilidade e boa dirigibilidade.

Passar por lombadas ou valetas com o veículo na diagonal faz com que os movimentos torcionais do carro gerem forças laterais na movimentação dos componentes da suspensão e do amortecedor, ocasionando folgas excessivas, ruídos, empenamentos e até mesmo o travamento total deles.

Se apenas um dos amortecedores de cada par (dianteiro ou traseiro) é trocado, a outra peça pode ter menor eficiência devido ao maior tempo de uso. Esse desequilíbrio é capaz de prejudicar a dirigibilidade do carro.

Sempre que possível, o ideal é substituir os quatro amortecedores em conjunto ou, ao menos, os pares em cada eixo.

Em média, este é o prazo indicado para a verificação do equipamento. No entanto, esse período pode variar de acordo com as condições de uso do automóvel.

Amortecedores ineficientes aumentam sensivelmente a distância de frenagem do veículo. Testes realizados pela Monroe apontam que amortecedores com 50% de desgaste aumentam a distância de frenagem em até 2,6 metros, a uma velocidade de 80 km/h.

Peças recondicionadas não têm eficiência e a recuperação das mesmas é uma verdadeira armadilha para o consumidor. Muitas vezes a peça recebe apenas uma pintura externa. O ideal é optar por marcas conceituadas no mercado e desconfiar de preços muito baixos.

Amortecedores ineficientes não garantem o contato permanente entre o pneu e o solo, permitindo a formação de uma camada de água entre eles que interfere sensivelmente na segurança do veículo.

Carros com amortecedores com 50% de desgaste começam a aquaplanar a uma velocidade de 109 km/h, enquanto um automóvel com amortecedores novos aquaplanou apenas após os 125 km/h.

Amortecedores em más condições comprometem a dirigibilidade e provocam balanços e trepidações excessivas, tornando as manobras mais difíceis. Um amortecedor com 50% de desgaste pode aumentar em 26% o cansaço do motorista, aumentando consideravelmente o risco de acidentes.

O balanço excessivo causado por amortecedores ineficientes produzem oscilações no feixe de luz dos faróis, atrapalhando os motoristas que trafegam no sentido oposto. Isso pode ofuscar a visão do condutor e causar graves acidentes.

O amortecedor foi criado em 1926 por August F. Meyer, fundador da Monroe. No início, o sistema para controlar o movimento das molas do veículo era feito por meio mecânico, utilizando-se uma cinta para criar um efeito retardador. Logo esse dispositivo foi melhorado ao passar para um sistema hidráulico, que controla todo o movimento das molas em sua plena extensão.

O Citroën 2CV dispensou os amortecedores pelo uso de um sistema de eixo de torção. Com o passar dos anos, o amortecedor evoluiu lentamente, incluindo sistemas de dupla ou tripla ação, bem como os chamados à gás ou pressurizados. A eletrônica chegou aos amortecedores há muitos anos e hoje, os amortecedores adaptativos são integrados ao controle dinâmico de condução ou chassi, atuando em parceria com motor, câmbio, direção, freios, oscilação da carroceria, entre outros.

Externamente, um amortecedor é composto de dois tubos que encaixam um dentro do outro, bem como suportes e fixadores externos ligados às duas partes do veículo. Composto por cerca de 50 partes, o amortecedor basicamente é constituído de tubo de reservatório, tubo de pressão, haste, pistão, válvula de pistão e válvula de base. A cada km rodado, em média um amortecedor sobe e desce pelo menos 2,6 mil vezes.

Ele funciona com o princípio da hidráulica, onde o fluído é transportado de uma câmara inferior para uma superior, e nos espaços vazios, geralmente são inseridos ar comprimido ou gás de nitrogênio no sistema pressurizado.

O fluído precisa passar pelo pistão, mas essa dificuldade na passagem que é o segredo do amortecimento, sendo que a válvula de base controla a passagem do fluído hidráulico de acordo com a pressão recebida mecanicamente.

Por causa disso, veja todas essas dúvidas respondidas pela Monroe.