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As Maiores Gambiarras da Indústria Automotiva Brasileira

Ao longo dos anos, quase todas as montadoras que atuam no mercado brasileiro já recorreram a algumas gambiarras para oferecer soluções diferenciadas aos consumidores. Carros considerados ‘gambiarras’ são aqueles que nasceram a partir do reaproveitamento de diversos componentes de outros veículos ou que sofreram com limitações impostas pela pesada tributação brasileira. A seguir, apresentamos algumas das principais gambiarras da indústria automotiva brasileira.

Na década de 70, a VW começou a planejar o sucessor do Fusca, resultando no lançamento do Gol em 1980. Este modelo apresentava a plataforma adaptada do Passat e utilizava o motor 1300 arrefecido a ar emprestado do Fusca, além de linhas inspiradas no Scirocco. O desempenho fraco do motor levou à adoção do motor 1600, também arrefecido a ar. A segunda geração do Gol, lançada em 1994, ainda mantinha a plataforma baseada na BX e o motor longitudinal, características que podem ser consideradas como gambiarras.

O Celta, lançado em 2000, entrou na lista de gambiarras devido à sua origem como um Corsa com roupa simples. Com o motor 1.0 do Corsa Wind de 1994 e a plataforma do Corsa A, lançada pela Opel em 1983, o Celta também sofreu adaptações que resultaram em algumas características peculiares.

O Linea da Fiat, derivado do Punto, combinava elementos novos com a plataforma do Idea, tornando-se estreito demais em relação aos concorrentes e sendo considerado uma espécie de gambiarra na categoria dos sedãs médios.

O lançamento do Ford Ka no Brasil resultou em críticas devido às adaptações específicas do modelo para o mercado brasileiro, incluindo o reaproveitamento de peças do modelo anterior e a utilização de parte da estrutura da picape Courier. Apesar das críticas iniciais, o Ka se tornou um sucesso de vendas.

O Del Rey, baseado no consagrado Corcel II, apresentava um estilo inspirado no Ford Granada, mas sofria com limitações de desempenho devido à plataforma inalterada do Corcel.

A plataforma B2 da Volkswagen, utilizada na reestilização do Santana e no novo Ford Versailles, também foi considerada uma gambiarra por ser mantida em produção até 2006, mesmo após ter deixado de ser utilizada em outros países.

O Renault Clio Sedan e o Peugeot 207 também foram apontados como exemplos de gambiarras, tendo recebido apenas alterações estéticas para tentar torná-los atrativos no mercado brasileiro.

A Fiat Strada, apesar de ser um dos comerciais leves mais vendidos no Brasil, foi criticada por manter a mesma geração desde 1998 e por receber apenas atualizações visuais ao longo dos anos.

O Honda WR-V e o Renault Captur foram vistos como exemplos de gambiarras na categoria de crossovers compactos, apresentando algumas limitações em comparação com seus modelos de origem.

Por fim, o Chevrolet Agile foi considerado uma das maiores gambiarras da indústria automotiva brasileira devido à sua plataforma e características constructionais. Com origens na crise que afetava o mercado norte-americano, o Agile foi um dos mais vendidos da categoria por diversos meses, destacando-se pela lista de equipamentos, apesar das críticas relacionadas à sua produção. É importante reconhecer que, apesar das críticas, alguns desses modelos tiveram sucesso de vendas e apresentaram características razoáveis, demonstrando que as gambiarras da indústria automotiva brasileira nem sempre resultam em modelos ruins.