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As maiores gambiarras da indústria automotiva brasileira

No mercado automobilístico brasileiro, é comum encontrar veículos que apresentam soluções diferenciadas por meio de adaptações, reaproveitamento de componentes e outras gambiarras. Um exemplo notório é o Chevrolet Agile, considerado uma das maiores gambiarras da indústria automotiva brasileira. Gambiarras automotivas são modelos que nascem utilizando componentes de outros veículos e, em alguns casos, acabam parando no tempo ou sofrendo com a tributação brasileira. Apesar disso, nem todos esses modelos são ruins, alguns são razoáveis, enquanto outros sofrem com problemas que só um projeto totalmente novo poderia solucionar. Ao analisar essa lista, é importante ressaltar que não se deseja enfatizar críticas a nenhuma marca em particular, uma vez que todas elas já criaram suas próprias gambiarras em algum momento. Um exemplo emblemático desse cenário é o Volkswagen Gol, lançado em 1980 com adaptações da plataforma do Passat e motor 1300 arrefecido a ar, emprestado do Fusca, além de linhas inspiradas no Scirocco. O painel utilizava instrumentos da Variant II e, para melhorar o desempenho, adotou-se o motor 1600 arrefecido a ar. A segunda geração, apresentada como um carro totalmente novo, ainda mantinha adaptações da série anterior, o que também pode ser classificado como uma gambiarra. Da mesma forma, o Chevrolet Celta entrou para a lista de gambiarras por utilizar o motor e a plataforma do Corsa A, lançado pela Opel em 1983. Outro destaque é o Fiat Linea, que compartilhava elementos da plataforma do Idea e do Punto, o que o tornava estreito em relação aos concorrentes. A Ford também entrou para a lista com o Ka, que, diante da necessidade de lançar um veículo competitivo, utilizou partes do modelo anterior na nova geração, resultando em ajustes que renderam apelidos como “franKAstein”. Já a Renault lançou o Clio Sedan com leves modificações estéticas para torná-lo mais atraente no mercado. O Fiat Strada, por sua vez, mesmo com diversas atualizações, manteve a mesma geração desde 1998, trazendo inovações como a primeira picape compacta cabine estendida. A Honda fez uma “gambiarra” ao lançar o WR-V, uma versão adaptada do Fit para o segmento de SUVs. Similarmente, a Renault adaptou a plataforma do Duster para construir o Captur no Brasil. Por fim, a Chevrolet Montana, baseada no projeto do Corsa B, foi decidida em favor de uma picape maior, deixando de ser vendida. Esses exemplos destacam a adaptabilidade das montadoras frente às demandas do mercado, evidenciando a criatividade e a capacidade de desenvolver soluções diferenciadas, mesmo que por meio de gambiarras.