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Brasileiros obtêm residência no Paraguai para comprar carros de luxo por preços menores

No Paraguai, a obtenção de visto de residência para estrangeiros pode ser realizada mediante a comprovação de moradia no país. Contudo, tem se tornado frequente o uso indevido desse documento por brasileiros que buscam adquirir carros de luxo a preços mais acessíveis. Em Foz do Iguaçu, muitos têm conseguido a residência de forma ilegal, visando apenas a compra de veículos no Paraguai, onde os preços chegam a ser menos da metade do valor no Brasil. Embora exista o risco de adquirir um carro roubado, lojas paraguaias idôneas também oferecem opções de veículos usados importados legalmente, a preços atrativos. Diferentemente do Brasil, onde a importação de carros usados só é permitida após 30 anos de fabricação, no Paraguai, o prazo é de apenas 10 anos. Em 2018, por exemplo, era possível adquirir um carro de 2008 importado dos EUA com preço bastante convidativo. A obtenção do documento de imigrante no Paraguai pode ser feita mediante o pagamento de aproximadamente 450 reais junto ao setor de migrações, ou por cerca de 2.000 reais através de um despachante. O prazo legal para a entrega desse documento é de quatro meses. Algumas pessoas alegam ter propriedades no Paraguai e declaram seus bens à Receita Federal brasileira, justificando o uso do veículo paraguaio em território nacional. No entanto, é ressaltado que a obtenção ilegal do documento possibilita a sua emissão em até 30 minutos, dispensando inclusive exames médicos obrigatórios para estrangeiros. Nesse sentido, brasileiros têm adquirido carros no Paraguai por até 50% do valor praticado no Brasil, burlando as regras da Receita Federal, que exige o trâmite de importação para a posse de bens estrangeiros por moradores do Brasil. Para importar legalmente um carro do Paraguai é necessário quitar uma série de impostos, podendo chegar a 123% sobre o valor do veículo. A polícia brasileira na região reconhece a raridade das apreensões de carros com placas estrangeiras conduzidos por brasileiros, devido à dificuldade de comprovação da irregularidade.