Uncategorized

Gambiarras na Indústria Automotiva Brasileira: Conheça os Modelos que Nasceram com Soluções Curiosas

Quase todas as montadoras que atuam no mercado brasileiro já fizeram ou estão envolvidas em algumas gambiarras para oferecer soluções diferenciadas aos consumidores. O Chevrolet Agile, por exemplo, é considerado uma das maiores gambiarras da indústria automotiva brasileira. Os carros ‘gambiarras’ são aqueles que nasceram reaproveitando diversos componentes de outros veículos, modelos que deveriam evoluir e pararam no tempo, ou ainda os que sofreram com a pesada tributação brasileira. Nem sempre esses modelos são ruins, alguns são bastante razoáveis, mas outros sofrem de males que só um projeto novo pode salvar.

Ao ler esta lista, lembre-se de que o Notícias Automotivas não quer enfatizar críticas a uma marca ou outra, afinal, todas elas criaram suas gambiarras em algum momento. Confira o resumo sobre estas curiosas soluções no mercado brasileiro:

1. Volkswagen Gol: Lançado em 1980 com a plataforma adaptada do Passat, o Gol utilizava o motor 1300 arrefecido a ar emprestado do Fusca, com linhas claramente inspiradas no Scirocco. Após o motor se mostrar fraco, foi adotado o motor 1600, também arrefecido a ar. A plataforma continuava baseada na BX e o motor ainda era longitudinal. O modelo passou por dois facelifts conhecidos como ‘Gol Geração 3’ e ‘Gol Geração 4’.

2. Chevrolet Celta: Lançado em 2000 para ser o carro mais barato do Brasil, o Celta aproveitava o motor 1.0 do Corsa Wind de 1994 e a plataforma do Corsa A, lançado pela Opel em 1983. O modelo também teve adaptações que fizeram a coluna de direção ficar deslocada para a esquerda, como era no Chevette.

3. Fiat Linea: Derivado do Punto, o Linea combinava elementos novos com a plataforma do Idea, que por sua vez derivava do Palio. Esta adaptação fez com que o carro fosse estreito demais em relação aos concorrentes.

4. Ford Ka: O modelo atual foi desenvolvido especificamente para o mercado brasileiro, corrigindo os pontos fracos da geração anterior e tornando-se um rival de peso para o Mille. A Ford reaproveitou peças do antigo Ka e parte da estrutura da picape Courier.

5. Ford Del Rey: O carro foi feito sobre uma inalterada plataforma do Corcel, com estilo claramente inspirado no Ford Granada, mas o espaço interno foi comprometido pela distância entre eixos, que era a mesma do Corcel.

6. Ford Versailles e Volkswagen Santana: Ambos usavam a plataforma B2 da Volkswagen, que foi utilizada na reestilização do Santana em 1991 e no novo Ford Versailles. Com o fim da Autolatina, a Ford descontinuou o Versailles e em seu lugar ficaram o Mondeo e o Taurus. A Volkswagen manteve o Santana em produção até 2006.

7. Renault Clio Sedan: O modelo estava posicionado acima do Logan e foi renovado para tornar-se atrativo novamente. As alterações foram apenas estéticas e o carro continuava com todos os defeitos e qualidades do Clio.

8. Peugeot 207 Brasil: A versão brasileira do 207 foi renovada para tornar-se mais atrativa, mas na prática era uma atualização do 206. Além disso, foi lançada a versão sedã, com um porta-malas enxertado atrás do hatch.

9. Chevrolet Vectra: Utilizava uma plataforma mais antiga e uma suspensão traseira de eixo de torção. O modelo vendia cerca de 1.500 unidades por mês.

10. Fiat Strada: Apesar de antiga, a picape trouxe boas inovações, como a primeira cabine estendida e a primeira cabine dupla na categoria.

11. Honda WR-V: Nasceu de uma gambiarra em cima do Fit para torna-lo um SUV, mas na prática eram praticamente idênticos.

12. Renault Captur: Construído sobre a plataforma do Duster, a versão brasileira do Captur tem acabamento interno mais simples, mecânica menos avançada e uma versão topo de linha com um câmbio automático de quatro marchas.

13. Chevrolet Montana: Era um Agile com caçamba, um Corsa B utilitário que era a menos vendida das picapes da marca.

Esses modelos apresentam soluções curiosas que podem ser consideradas gambiarras na indústria automotiva brasileira, demonstrando como as montadoras buscaram se adaptar e inovar no mercado nacional.