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Os Maiores Exemplos de Gambiarras na Indústria Automotiva Brasileira

Quase todas as montadoras que atuam no mercado brasileiro já fizeram ou ainda fazem algumas gambiarras para oferecer soluções diferenciadas para os consumidores. O Chevrolet Agile, por exemplo, é considerado uma das maiores gambiarras da indústria automotiva brasileira. Os carros ‘gambiarras’ são aqueles modelos que nasceram reaproveitando diversos componentes de outros veículos ou que deveriam evoluir, mas pararam no tempo ou sofreram com a pesada tributação brasileira. No entanto, nem sempre esses modelos são ruins. Alguns são bastante razoáveis, mas outros sofrem (ou sofreram) de males que só um projeto novo pode salvar. A lista elaborada pelo Notícias Automotivas não enfatiza críticas a uma marca específica, pois todas as montadoras já criaram suas gambiarras em algum momento. Vamos conferir alguns exemplos:

Volkswagen Gol: Lançado em 1980, o Gol utilizou a plataforma adaptada do Passat, com motor 1300 arrefecido a ar e linhas claramente inspiradas no Scirocco. O desempenho fraco levou à adoção do motor 1600, também arrefecido a ar. A segunda geração, apresentada como um carro totalmente novo, ainda tinha a plataforma baseada na BX e motor longitudinal, o que também pode ser classificado como gambiarra.

Chevrolet Celta: Lançado em 2000 como o carro mais barato do Brasil, o Celta aproveitava o motor 1.0 do Corsa Wind de 1994 e a plataforma do Corsa A, lançado pela Opel em 1983. As adaptações fizeram com que a coluna de direção saísse deslocada para a esquerda, como era no Chevette.

Fiat Linea: Derivado do Punto, o Linea combina elementos novos com a plataforma do Idea, resultando em um carro estreito demais em relação aos concorrentes. Compartilhava com o hatch o para-brisa e as portas dianteiras, e seu motor 1.9 16V era derivado do 1.6 16V do Palio, de 1996.

Ford Ka: Desenvolvido como um carro de baixo custo para agradar o mercado brasileiro, o novo Ka reaproveitou peças do modelo anterior e até parte da estrutura da picape Courier.

Ford Del Rey: Construído sobre uma plataforma inalterada do Corcel, o Del Rey apresentava um estilo inspirado no Ford Granada, mas com comprometimento do espaço interno devido à distância entre eixos.

Volkswagen Santana/Versailles e Ford Versailles: Utilizando a plataforma B2 da Volkswagen e a reestilização do Santana, a Ford criou um modelo idêntico, exceto por detalhes externos e pelo interior. O Santana foi mantido em produção no Brasil até 2006.

Renault Clio sedã: O Clio sedã teve apenas alterações estéticas para tornar-se atrativo novamente, mantendo todos os defeitos e qualidades do Clio.

Peugeot 206/207: A Peugeot do Brasil optou por renovar o 206, em vez de produzir o 207 por aqui, anunciando-o como um veículo totalmente novo.

Chevrolet Vectra: A primeira geração foi reestilizada, ainda com a plataforma original da GM e o motor 2.0 do Monza. Posteriormente, a GM montou um Astra C europeu sobre a plataforma do Astra B, com motor 2.0 do Monza e suspensão traseira de eixo de torção.

Fiat Doblò: Inicialmente anunciado como um furgão destinado a empresas, a Fiat lançou posteriormente a versão para passageiros, que não era muito confortável e tinha isolamento acústico deficiente.

Honda WR-V: Surgiu como uma gambiarra em cima do Fit para chama-lo de SUV, mantendo-se praticamente idêntico ao irmão ‘civil’.

Renault Captur: Construído sobre a plataforma do Duster, o Captur brasileiro tinha acabamento interno mais simples, uma dose a menos de equipamentos e mecânica menos avançada.

Chevrolet Montana: Era um Agile com caçamba, utilizando a mesma plataforma do Corsa B, o que foi considerado um retrocesso em relação à geração anterior.

Esses são alguns exemplos de gambiarras na indústria automotiva brasileira, mostrando como as montadoras utilizaram soluções diferenciadas para atender às demandas do mercado, mesmo que isso resultasse em modelos com peculiaridades e comprometimentos.