Uncategorized

Picapes a diesel: preferência dos consumidores brasileiros

No mercado automobilístico brasileiro, os proprietários de picapes a diesel se destacam pela fidelidade ao segmento. Dificilmente um entusiasta desse tipo de veículo troca sua caminhonete por um sedã ou SUV, especialmente fazendeiros e aqueles que enfrentam terrenos acidentados regularmente.

As picapes a diesel são reconhecidas por sua robustez e capacidade de enfrentar diferentes tipos de terrenos, tornando-as ideais para quem trafega por ambientes off-road, necessita de um veículo com boa capacidade de carga ou prefere um carro mais resistente.

Por outro lado, o tamanho exagerado das picapes torna a acomodação em centros urbanos mais desafiadora, já que esses veículos frequentemente possuem mais de cinco metros de comprimento, dificultando encontrar vagas de estacionamento adequadas.

Avaliando a viabilidade de comprar uma picape a diesel, a diferença de preço em relação às versões flex pode chegar a mais de R$ 20 mil ou R$ 30 mil. No entanto, a comparação entre modelos novos é limitada, uma vez que muitas picapes, como S10 e Hilux, não são mais oferecidas com motores flex. Portanto, é necessário recorrer a modelos usados para análise de custo e benefício.

Por exemplo, uma Toyota Hilux SRV 2021 com motor 2.7 flex, câmbio automático e tração 4×4 é encontrada por aproximadamente R$ 240.000, enquanto a Hilux SRV 2.8 turbodiesel do mesmo ano, também automática e com tração 4×4, custa cerca de R$ 261.000, estabelecendo uma diferença de R$ 21 mil entre elas.

Já a Chevrolet S10 LTZ 2.5 flex com transmissão automática e tração 4×4, ano 2021, tem preço de tabela de R$ 193.000, enquanto a S10 LTZ 2.8 turbodiesel automática e 4×4 pode ser adquirida por R$ 232.000, estabelecendo uma diferença de R$ 39.000. Considerando esses valores, o custo total de propriedade, incluindo manutenção, combustível e seguro, deve ser cuidadosamente avaliado.

Falando em combustível, o diesel S10 é comercializado por cerca de R$ 6,51 em média nacional, enquanto a gasolina comum tem preço médio de R$ 5,35 e o etanol era vendido por cerca de R$ 4,44. No entanto, o custo por quilômetro rodado deve ser considerado, levando em conta o consumo médio e o preço do combustível. Por exemplo, a Hilux Diesel apresenta um custo por quilômetro rodado que não é tão menor em comparação com a gasolina, tornando a diferença de custo menos significativa do que no passado.

Quanto aos ruídos do motor, embora os motores a diesel tenham avançado em tecnologia, ainda são mais ruidosos em comparação com os motores a gasolina. Além disso, os motores a diesel exigem cuidados de manutenção frequentes, como o dreno de água, que deve ser realizado regularmente.

Em termos de durabilidade, os motores a diesel se destacam pela longevidade devido ao menor número de rotações, resultando em desgaste reduzido. No entanto, em relação às emissões de poluentes, os motores a gasolina são mais favoráveis ao meio ambiente, liberando substâncias menos nocivas em comparação com os motores a diesel.

Em relação à desvalorização, as picapes a diesel apresentam uma desvalorização menor em comparação com as versões flex. Por exemplo, a Hilux SR 2.7 flex desvaloriza quase 9,8% no primeiro ano e 13,1% no segundo ano, enquanto a Hilux SR 2.8 diesel desvaloriza 7,16% no primeiro ano e 9,65% no segundo ano.

Quanto ao seguro, a Toyota Hilux SRV 2.8 turbodiesel automática 4×4 tem um preço médio de seguro de R$ 4,5 mil, enquanto a Hilux SRV 2.7 flex automática 4×4 tem um seguro com preço médio de R$ 3,2 mil. Vale ressaltar que o valor do seguro pode variar dependendo de diversos fatores, como o perfil do condutor, infrações, entre outros.

Em resumo, as picapes a diesel se mantêm como a preferência dos consumidores brasileiros, oferecendo robustez, capacidade off-road e menor desvalorização em comparação com as versões flex. No entanto, o custo total de propriedade, incluindo combustível, manutenção, seguros e outros fatores, deve ser minuciosamente considerado antes de tomar uma decisão de compra.