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Relato de Problemas com Ford Fiesta 2008

Olá, meu nome é Vinícius e sou fiel leitor do blog NA. Gostaria de repassar a vocês a péssima experiência pela qual venho passando. Em dezembro de 2007 adquiri no concessionário Ford Frei Caneca Guarulhos um veículo Fiesta Hatch 1.0 2008/2008 10H9. Aí já começaram os problemas, pois recebi o carro no final de março! Paguei um sinal e ao formalizar a compra do veículo e o restante a quando este chegou ao revendedor. O primeiro problemas apresentado foi um vazamento de óleo, solucionado depois de levar o veículo até o concessionário para reparos. A seguir o veículo começou a apresentar barulho excessivo nas partes plásticas das portas, que vibravam demasiadamente, e um estalo na coluna B esquerda parecido com o barulho de uma pedra batendo no vidro, intermitente, sem padrão. Levei novamente o veículo à Frei Caneca e o problema nas portas foi solucionado, mas o barulho na coluna B persistia. Novamente, após agendamento, o veículo ficou na Ford para reparos, mas o problema não foi solucionado. Tentei novamente, agendando outro reparo. Era previsível que o problema persistiria, e assim aconteceu. Então entrei em contato com o 0800 da Ford para apresentar minha insatisfação, já que o problema persistia. Agendaram novamente uma visita ao concessionário para reparos, agora na presença de um engenheiro encaminhado pela fábrica para supervisionar os reparos necessários. Retiraram a cobertura do teto do veículo e fizeram vários pontos de solda nas junções para melhor fixá-lo à carroceria. Fui então retirar o meu veículo esperançoso. Notei marcas de graxa no tecido interno que recobre o teto. Sinal de que alguém não lavou a mão para colocar tal cobertura e nem sequer tentou limpar as manchas. No mesmo dia liguei para a oficina reclamando que o problema ainda persistia e que, agora, não levaria mais o carro para reparos. Isso porque uma vez que o período entre a primeira entrada do veículo no concessionário com a reclamação de problemas na coluna B e a última entrada era maior que 30 dias e, de acordo com o código de defesa do consumidor, o fabricante tem o prazo de 30 dias para solucionar um problema de fabricação e caso não o faça o cliente pode exigir a troca do veículo por outro igual, a troca por um veículo equivalente de outra marca sem haver prejuízo ao consumidor ou a devolução do valor pago ao veículo com juros e correção monetária. Não foi tão simples convencer a Ford a fazer a troca do meu veículo, já que a montadora recusou todas as alternativas oferecidas pelo CDC e deixou como única solução o agendamento de uma nova tentativa de reparo. Não aceitei. Após este último contato meu veículo passou a apresentar um problema estranho, com o motor fraco e trepidação excessiva, já que o giro em marcha lenta estava abaixo de 700rpm. O carro estava abastecido com álcool, em dia frio, e com o tanque de partida a frio cheio, com gasolina aditivada Podium. Não consegui sequer tirar o carro da garagem, já que ele estava sem tração alguma. Foi necessário esperar mais de 10 minutos para o motor apresentar o mínimo de força para virá-lo na rua, já que minha garagem é em declive e mesmo com o carro sem força consegui retirá-lo para a rua. Coloquei o veículo em movimento e a falta de força no motor persistiu. Só desapareceu depois de 30 minutos com o carro em movimento. Achei que era o álcool. Troquei de posto mesmo sabendo que o anterior era de confiança. O problema persistiu novamente, sendo que não acontecia todos os dias. Estava com quatro pessoas no veículo e este recusava-se a andar, num domingo de sol, ás 14h. Esperei por 15 minutos aproximadamente para o motor apresentar força necessária para movimentar-se para então colocá-lo a mover-se. Continuou a apresentar o problema por mais 15 minutos e sumiu. Nesse período parei num sinal numa avenida em aclive o ao tentar sair, o motor “morreu” por falta de força. Demorou a pegar e mesmo assim não conseguia sair porque o motor não tinha tal disposição. Foi um mico. Parecia um automóvel da década passada com falta de manutenção, quebrado em plena avenida. Troquei novamente de posto e notei que o problema continuou mas foi desaparecendo gradativamente. Abasteço fielmente em três postos, um da marca BR com o programa “De olho no combustível”, um posto Ipiranga e um posto Shell do supermercado Carrefour. Estou rodando agora com um tanque de gasolina aditivada a cada cinco mil km, como recomendado manual, e as trocas de óleo são feitas a cada cinco mil km também. O motor continua excessivamente fraco. Se paro em um aclive acentuado meu veículo nega-se a sair em “paz”. Preciso “queimar” excessivamente a embreagem para colocá-lo em movimento e, mesmo desta forma, algumas vezes ele perde a força no meio do caminho e tenho que começar novamente um árduo trabalho de vitalização de um motor deficiente. Nos próximos dias irei ao Procon formalizar minha reclamação contra a montadora e exigir meu dinheiro de volta, corrigido monetariamente. Tenho conhecimento que fui azarado ao adquirir um “mosca branca”, mas surpreendi-me com o descaso da montadora. Estou dizendo adeus a Ford. Velhos tempos em que fui fiel a Fiat! Minha mãe continua fiel a sua montadora, agora com uma Strada. Invejo-a!