
A Volkswagen informa um ano repleto de desafios, marcado por tarifas comerciais e uma luta para reconquistar o mercado chinês. Em recente relatório, a montadora revelou uma considerável queda no lucro operacional, prevendo uma recuperação modesta em sua margem de lucro. Além das tarifas cobradas pelos Estados Unidos, a companhia enfrenta competição local intensa, que tem afetado sua participação na China, o maior mercado automotivo global.
Para 2026, a montadora espera uma margem operacional entre 4% e 5,5%, em contraste com 2,8% registrado em 2025. O lucro operacional caiu para 8,9 bilhões de euros, resultado abaixo das expectativas de analistas. A receita se manteve estável em 322 bilhões de euros, com previsões de crescimento modesto para o próximo ano.
O grupo, que inclui marcas como Porsche e Audi, planeja uma reestruturação significativa, que pode resultar na eliminação de cerca de 50 mil vagas na Alemanha até 2030. O movimento é uma resposta à realidade desafiadora do mercado e ao desempenho insatisfatório da Porsche, que viu seu lucro operacional cair drasticamente. Enquanto isso, a Volkswagen continua investindo em novos produtos e medidas de redução de custos para se adaptar a esse novo cenário.